O jogo retorna ás suas raízes, ambientado em uma guerra moderna, sem elementos antigos demais ou futuristas demais, com destruição de cenário incrível, bons gráficos com estética muito similar a Battlefield 3 e bons mapas. Porém, não temos aqui o emblemático Levolution, sistema que marcou o Battlefield 4 trazendo destruição a nível de mapa, capaz de alterar de maneira significativa a gameplay da partida, você realmente vai se sentir jogando Battlefield 3, e não Battlefield 4. Um ponto negativo para mim é que costumo jogar de madrugada, e antigamente, a possibilidade de pesquisar e entrar em servidores oficiais me permitia jogar em servidores europeus ou asiáticos lotados de player a qualquer hora do dia, agora com o matchmaking simplificado, isso não é possível, e de madrugada, acabo em partidas com poucos jogadores brasileiros e muitos bots. De maneira geral, é um jogo que vale a nostalgia e é sem dúvidas muito melhor do que seus dois antecessores.
Como um jogador de longa data que viu a glória do CS:GO, é difícil não sentir uma profunda decepção com o que o CS2 se tornou. A transição para a nova versão, somada à decisão de torná-lo free-to-play, transformou o que era um dos melhores jogos de tiro tático em uma experiência frustrante e quase impossível de jogar. A Valve prometeu uma evolução, mas entregou um jogo que regrediu em um dos aspectos mais cruciais: a integridade da comunidade. O problema dos cheaters, que já existia no CS:GO, explodiu de forma assustadora no CS2. É impossível entrar em uma partida e ter a certeza de que a experiência será justa. A cada rodada, a sensação é de estar enfrentando um adversário que não joga limpo, com hacks de mira (aimbot), visão através de paredes (wallhack) e outras trapaças que tornam a jogabilidade uma piada. A Valve, que deveria estar protegendo a comunidade e punindo esses trapaceiros de forma rigorosa, parece ter abandonado o jogo. A impressão é que a prioridade não é mais a diversão e a competição, mas sim atrair novos jogadores (e consequentemente, mais vendas de caixas e skins), mesmo que isso signifique sacrificar a qualidade do jogo para os veteranos. Em resumo, o CS2 não é uma continuação digna do legado do CS:GO. O que era um jogo competitivo e desafiador se transformou em um playground para hackers. A Valve acabou com o jogo que muitos de nós passamos anos jogando e amando. A nostalgia do CS:GO fica, mas a esperança de ver o CS2 voltar a ser o que era se esvai a cada partida estragada por um trapaceiro.