Minha experiência com Battlefield 6 foi bastante positiva. Senti que ele recupera muito do espírito clássico da franquia, principalmente no multiplayer, que está divertido, intenso e tecnicamente bem otimizado. As partidas trazem aquela sensação de guerra moderna realista, com mapas cheios de destruição e sons imersivos, além de modos clássicos como Conquest e Breakthrough muito bem trabalhados. Achei a campanha single-player fraca (confesso que ainda n terminei), quase como um tutorial para o resto do jogo. Mas sinceramente, para mim, o verdadeiro destaque é o multiplayer, onde passei a maior parte do tempo, aproveitando as opções de customização e o ritmo ágil. No geral, minha impressão é que Battlefield 6 conseguiu trazer de volta o que fez a série famosa: batalhas épicas, jogabilidade gostosa, gráficos de ponta e aquele sentimento autêntico de combate moderno. Apesar de alguns detalhes em mapas e mecânicas não agradarem todo mundo, recomendo fortemente como o Battlefield mais divertido dos últimos anos.
Como um jogador de longa data que viu a glória do CS:GO, é difícil não sentir uma profunda decepção com o que o CS2 se tornou. A transição para a nova versão, somada à decisão de torná-lo free-to-play, transformou o que era um dos melhores jogos de tiro tático em uma experiência frustrante e quase impossível de jogar. A Valve prometeu uma evolução, mas entregou um jogo que regrediu em um dos aspectos mais cruciais: a integridade da comunidade. O problema dos cheaters, que já existia no CS:GO, explodiu de forma assustadora no CS2. É impossível entrar em uma partida e ter a certeza de que a experiência será justa. A cada rodada, a sensação é de estar enfrentando um adversário que não joga limpo, com hacks de mira (aimbot), visão através de paredes (wallhack) e outras trapaças que tornam a jogabilidade uma piada. A Valve, que deveria estar protegendo a comunidade e punindo esses trapaceiros de forma rigorosa, parece ter abandonado o jogo. A impressão é que a prioridade não é mais a diversão e a competição, mas sim atrair novos jogadores (e consequentemente, mais vendas de caixas e skins), mesmo que isso signifique sacrificar a qualidade do jogo para os veteranos. Em resumo, o CS2 não é uma continuação digna do legado do CS:GO. O que era um jogo competitivo e desafiador se transformou em um playground para hackers. A Valve acabou com o jogo que muitos de nós passamos anos jogando e amando. A nostalgia do CS:GO fica, mas a esperança de ver o CS2 voltar a ser o que era se esvai a cada partida estragada por um trapaceiro.